- Fa - Tal -


Je ne pas comprend

No trânsito das veias que latejam fortemente, encontrei meu mau secreto: consumismo impulsivo. Tomo decisões que nem as maiores mentes da psicanalise conseguiriam responder. Passo de um mau a outro: não ter os meios para engordar meu primeiro mau....

 

quantos males se fazem uma alma?

 



Escrito por V às 19h05
[ ] [ envie esta mensagem ]


POUR FEMME, POUR HOMME

Estou pensando em amizades. Revendo os conceitos. Estudando os casos. Tudo parece-me estranho.

Se eu aceitar o que o cookieman diz, não farei novos amigos. 7 anos é muito tempo! Imagine esperar sete anos para dizer "ele (a) é meu amigo (a)" ? Mas igualmente penso em quantas vezes acreditei ter um amigo quando no fundo eu tinha uma sombra com um punhal apontado para as minhas costas? Muitas perguntas....

E o que mesmo define um amigo? Seria a intimidade, a certeza de uma compatibilidade espiritual, um respeito mútuo, o quaisquer dessas coisas que se valham. Acho que nada define uma amizade a não ser ela mesma em experiência. Tudo isso seja talvez porque hoje eu assisti o último episódio de Sex and... e fiquei comovido pela amizade, mesmo que ficticia, das personagens. E esse é o problema: estou à procura de uma amizade ficticia, que esteja compartilhada em minha alma como parte de quem eu sou...às vezes acho que encontrei, mas tudo se desfaz em uma grande pilha de merda sem eu saber exatamente porque!

Still looking...



Escrito por V às 02h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


I Know we could

Das esperanças que por vezes surgem, há apenas o sonho de um dia conseguir, sem saber ao certo o que, mas conseguir.

I Know we could....



Escrito por V às 18h00
[ ] [ envie esta mensagem ]


The hours - 00:29

Como advinhar os próximos trinta minutos de uma vida?

À isso que chamam de futuro, por vezes romantico também chamam de destino, resolvo ignorar e chamar de tempo. Um tempo batido pelos relógios pulsantes que estão presos em nossas veias. E quando acordo e penso nos próximos trinta minutos sinto um solavanco, um estopim que tenta cessar os seguintes vinte e nove minutos. Pode ser um desespero, ou, quem sabe, uma vontade de saber as horas como uma espécie de vidência débil de minha mortalidade. As escolhas, vulgarmente chamadas de destino, são baseadas num ócio entre cada minuto. E restam apenas segundos entre o completo vício em saber, e alguns minutos para completarem um círculo.

Essa instância que perco com o contar do tempo é apenas uma reviravolta de meu espírito tentanto entender os próximos minutos. Assim, tudo aparente ser um grande puzzle - por que essa palavra soa melhor -, montado por números da razão bestial que criamos para obscurecer a vontade de subjetividade.

Resta-nos o amor, as paixões, um único sorriso, a perda da consiciência...entre as horas que passo, que passamos, num tempo deserto que escoam entre os ponteiros viciosos do ciclo mortal penso nos minutos como a vidência cega que não nos foi dada.

00:29...



Escrito por V às 14h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


Versão 3.4

E o que acontece na vida quando tudo não passa de um jogo de amarelinha?

Escrito por V às 03h47
[ ] [ envie esta mensagem ]


Por que as decisões, na vida adulta, são sempre árduas? Quando crianças é sempre mais sutil: "quero um doce ao invés de bolacha". Adultos, tudo é sempre doloroso. Trocar de carro, casa, os preços sempre mais altos - e parece-me que os preços aumentam com a idade (?) -, até mesmo um relacionamento sério exige escolhas difíceis já escolhemos máscaras e atitudes que nem sempre são naturais de nossa personalidade.

E por que será que quando adultos que, supostamente, atingimos uma certa idade que nos permitiria sabe escolher sem dúcidas nossas decisões, tudo é mais difícil?

Status social, um boa conta bancária, viagens...tudo é uma interminável feira de escolhas, incertezas, dores e pesares...E nunca são fáceis de serem escolhidas. O que alcançamos é, na maiorias das vezes, uma troca, uma substituição do caro pelo barato e como todos sabem, o barato muitas vezes sai caro....

E quando´é a hora de escolher? Será que a vida nos dá um relógio sábio que desperta no momento exato de fazer uma escolha? Para mim, a escolha depende somente de um item: dinheiro. É ele quem dirá o que fazer, e mais importante, o que escolher. E digo isso, cínico como sou à respeito do dinheiro pois nao acredito que seja esse virtual um fatgor determinante na vida, mesmo que essa prove-nos o contrário.

Escolhas... como determinar a melhor?

 



Escrito por V às 17h59
[ ] [ envie esta mensagem ]


Para ver, rever, emocionar-se....enfim...isso é cinema, sem pretenções, sem intenções. Pura arte.



Escrito por V às 17h50
[ ] [ envie esta mensagem ]


ANTES DE LER O TEX|TO

ANtes de lerem o texto olhem os número. Era muito grande e por isso tive que dividí-lo.

Escrito por V às 22h04
[ ] [ envie esta mensagem ]


3

 

E por estou lhe escrevendo isso?

O motivo me é obscuro. Talvez seja por que quero por em palavras o que não consigo dizer. Mas estou tentando adjetivar um amor que, no próprio filme, não possui adjetivos. É como Graciliano escreveria. Os diálogos são curtos. Ennis se expressa somente com Jack. E o amor deles é uma questão de fé e por isso a complexibilidade do impossível. Tem-se fé apenas naquilo que não é consumado inteiramente. Se consumarmos Deus, perderemos a fé. E você é tão sonhador quanto eu. E sei que o filme tocará seus mais profundos sentimentos como os meus foram tocados. Agora, essa sensação estranha, a mesma de quando estamos apaixonados, é um estopim. Quero provocá-lo assim como estou provocado, mas creio que no fundo estou provocando-me mais do que a você que é cínico. Conforta-me saber que não o será quando enxergar o filme, pois tudo se passa sutilmente, provocantemente no silêncio, na ausência de trilha sonora, nos diálogos que são ditos pelos toques, pelos olhares, como quando Jack e Ennis se reencontram quatro anos depois e Jack, deitado com Ennis em seu peito, cheira o seu cabelo. O que muitas pessoas sentiram ao verem as Pontes de Madison ou Um Homem e Uma Mulher, está triplicado em mim. Não é apenas uma emoção. Quero negar isso. É um acontecimento. Se a indústria cinematográfica pudesse ser derrotada, seria com esse filme e não com as pretensões artísticas, com realismos exagerados, ou os efeitos especiais tão infantis. Esse filme é uma provocação para o próprio cinema, pois ele é simples, quase primitivo, e assim não percebemos intenções, máscaras, somente o enredo, as belas interpretações e o estouro ao ver um filme retratar o amor sem gêneros, sem panfletagem, ou qualquer tipo de política social que privilegia seres em classes, em gêneros e não como pessoas. Digo-lhe que minhas razões são muitas. Mais do que essas palavras conseguem expressar a você. Esse filme foi calcado em meus olhos, em meus órgãos internos como um punhal de sentimentos. Quero          que você sinta-se como estou sentindo-me agora. E o que  é mesmo o amor?  Jack e Ennis não dizem “eu te amo”. Percebemos nos olhares, nos abraços e no ápice quando Ennis descobre no armário de Jack a camisa suja de sangue que ele usou no dia em que partiram de Brokeback Mountain. Quero que  você sinta o que o filme quer que você sinta: que o amor, essa palavras que inventaram para descrever aquele sentimento tão ingênuo, brutal, misterioso está em nosso espírito como um primitivo e somente assim, isso que nos fez antes de tudo, que está em nossas almas, antes que pudéssemos enxergarmo-nos uns aos outros por óticas errôneas, obscuras, morais, religiosas, somente esse sentimento pode romper, mesmo na tela de uma sala de cinema, os olhos e penetrar em nosso sangue, ativando nosso lado primeiro, o que nos fez seres humanos. É disso que o filme se alimenta para sua arte. Não de intenções, mas de sentimento, já que também pode o sentimento ser uma forma de arte. E é o amor de Jack e Ennis, tão violento, que faz aguçar essa espécie de catarse: o amor de que fala o filme é esse amor primeiro que não escolhe o que nós separamos, e por isso esse amor atinge as duas pessoas mais improváveis de experimentarem esse amor. E a conclusão dessa improbabilidade é que eles podem e puderam, mesmo na ficção, amarem-se sem se denominarem em qualquer rótulo. E somente algo tão portentoso como o amor entre Jack e Ennis poderia germinar na natureza, na paisagem mais rústica de uma sociedade igualmente rústica. A natureza que os envolve é também a natureza que os desperta. Na solidão, sem o mundo exterior, Jack e Ennis, puderam se ver sem a idéia que tinham a respeito do amor. E é por isso que a  palavra amor não lhes cabe. O filme não dialoga no verbete, mas sim no olhar. Acredito que a locação do filme não é trivial, apenas um artifício para uma bela fotografia. É pela rústica natureza de Brokeback Mountain, que nasce o fruto verdadeiro de amor entre Jack e Ennis e não foi precioso dizer “amor”, já que essa invenção, essa palavra, não consegue comportar aquilo que sentimos quando dizemos amor.

 

É uma provocação. É uma soberba que estou tentando convencê-lo a ter consigo.

Por isso digo-lhe: é uma provação.

 

 

Sinceramente,

 

Vitor”

Escrito por V às 22h03
[ ] [ envie esta mensagem ]


2

 

Disse-lhe que não se trata de uma história homossexual. É verdade. A história é sobre o encontro de duas almas que, colocadas em corpos corrompidos por suas formações, se amam e por si próprias têm a consciência do proibido. O amor do filme é um amor proibido, mas também um amor sublime, justamente por não ser inteiramente consumado pelo cotidiano que, você sabe, pode corromper o amor. Na vida de Jack e Ennis, resta apenas o amor entre os dois. Confesso-lhe que meus olhos faiscavam de emoção todas as vezes que Jack e Ennis encontravam-se. Foi soberbo. E essa é a primeira vez que o cinema retratou o amor entre homens sem pieguices, sem estereótipos, sem a visão que se tem, num consciente coletivo, sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo. È uma provocação isso que estou lhe dizendo, pois sei que no fundo é isso o que eu e o que você quer, o que todos nós queremos: um amor impossível, sublime, mas também perene. Jack e  Ennis sabem disso e com essa arma fria que se sustentam por vinte anos. Mas Ennis é um homem que não sabe dividir afetos. Separa-se da mulher para viver de seu amor por Jack, e sua vida resume-se a apenas sentir e viver esse amor por Jack.



Escrito por V às 22h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


1

 

Querido Vitor,

 

 

Isto não é um texto. Não é tampouco uma crítica, ou, uma carta. Aqui coloco na tentativa de dar à escrita o silêncio que as palavras abafa. O mesmo silêncio que me foi dado na presença de uma película, que é a razão dos sentimentos múltiplos que percorrem meu corpo, permitindo que eu provoque minhas crenças nas artes. Sim, isto é uma provocação, ou, uma tentativa de dizer a você o quanto estou perturbado. O motivo é cento e vinte minutos que passei ontem sentado na sala de cinema, mas que foram minutos saboreados pelo pulsar do meu coração. Eu quero passar esse meu estado catártico a você , já que em mim o sentimento pungente que tanto me perturba parece querer fugir pelos olhos. Não se trata apenas de um filme. Nem de um motivo cinematográfico. Esqueçamos a academia, a crítica cínica, ou, os olhos que viram, mas apenas enxergaram um filme e não a vida.

A emoção toma-me de súbito quando fecho meus olhos e lembro-me da história que, assim como o amor, é simples e singela. Não posso descrever o enredo sintetizando um amor homossexual, pois não seria verdadeiro. Tão pouco poderia, erroneamente, falar sobre romance. E por fim, não discutirei cinema. Dois seres, que se apaixonam em uma ida a trabalho para as montanhas Brokeback. Na solidão, no silêncio dos diálogos, ditos pelos olhares de canto e na permanência de um estado influenciado pela natureza, esses dois seres desenvolvem um amor. Digo-lhe a cena mais bonita: Jack twist está sentado cortando um alimento, enquanto que Ennis Del Mar banha-se agachado na beira do rio. A câmera focaliza o rosto de Jack e, talvez em uma das melhores interpretações que já vi, Jack segura acorrenta seus olhos para não virá-los para Ennis. Sim, a cena é linda. Na verdade, o filme todo é uma filigrana cinematográfica. Não se trata apenas do sistema, mas também da comunhão entre a vida e a ficção em uma perfeita simbiose entre o sublime e a perfeição. E mesmo na violência do ato de amor entre Jack e Ennis, há uma beleza rara, primeira, selvagem como a própria natureza que os enlaça. A agressividade dá-se pelo amor e isso é como uma pressão: quanto mais se pressiona, maior é a explosão. Mas são os signos que ditarão o amor entre Jack e Ennis. O filme todo é repleto deles, alguns indecifráveis. Deve-se colocar os olhos voltados para a alma, para a sensação e para a criação dos afetados que esse filme provoca.

 



Escrito por V às 22h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


Depois de uma semana sem fazer absolutamente nada, amanhã continuarei a não fazer nada...

Isso é o que eu chamo de uma semana produtiva....

 



Escrito por V às 23h25
[ ] [ envie esta mensagem ]


Uma semana na praia com sol, chuva, mar, peixadas, cervejas, cervejas e mais cervejas....

 



Escrito por V às 14h43
[ ] [ envie esta mensagem ]


And now introducing: Marcelo on the catwalk

Hoje, 21 de janeiro de 2006, um dia histórico. Será um marco na vida de muitos que nos conhecem. Para outros um espanto! Foi como me ver queimado de sol em uma praia do nordeste há 6 anos.

E hoje, 21 de janeiro de 2006, renascem os mitos, as lendas, os folclores, a vida em sua forma mais sutil/futil.

O pilar de um único dia historicamente fabuloso. Para mim, um dia marcado pelo surrealismo-fantástico-real desta data. 21 de janeiro de 2006, mais precisamente às 18:00hs no pavilhão da bienal.

Alexandre Herchcovitvh prêt-à-porter

Desfile da coleção outono inverno 2006.

Mais amazing que isso é o que marcará essa data. Um verdadeiro fenômeno.

É o dia em que Marcelo Albuquerque Copati, dono de uma verdadeira aversão à tudo o que representa o termo "moda", estará presente na sala 2 do prédio da fundação bienal, assistindo ao deslife masculino. Marcelo, que odeia o mundo fashion com todas as forças de seu ser, estará básico, de camiseta hering, calça jeans e tenis, ao meu lado.

Momento histórico....

Wait for more information here.



Escrito por V às 14h14
[ ] [ envie esta mensagem ]




Escrito por V às 16h01
[ ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico
23/04/2006 a 29/04/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
29/01/2006 a 04/02/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
08/01/2006 a 14/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005




Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis