Charlie 45
Ao passar por uma séria dor de garganta, seguida de uma aguda infecção no ouvido, e ainda sob o efeito de dois comprimidos antibióticos que duraram por mais oito dias, volto ao estado normal, porém surdo do ouvido esquerdo.
Durante esse período fiquei pensando a causa de minha enfermidade, ja que o médico que me atendeu nao a deu. Podem ser várias. De fato, o abuso que fiz de bebidas geladas na noite do reveillon, seguido de garoa fina e chuva forte, podem ter causado a dor na garganta. O ouvido é estranho, ja que tudo começou quando eu estava sentado e percebi, de repente, um estalo no ouvido. Sem dores, nem febre, achei que era o fri o(?!), o que aparentemente nao era.
Bem, feitas as devidas suposições, parti para um novo horizonte, algo mais profundo que, certamente, o Marcelo chamará de "tsc, tsc". Mas, como sou um leitor que considera e tem um bom discernimento sobre o que está lendo, lembrei-me do texto Deleuze "Um corpo sem orgãos". O texto não é só fundamental para a filosofia, mas também para o entendimento sobre o funcionamento do corpo humano posto em uma perspectiva biológica-filosófica. Assim sendo, entendi minha dor de garganta como uma profusão de sentimento nao-ditos nos últimos dias que antecederam a inflamação - nao os revelarei por nao possuirem relevância nos anais. è evidente que as doençasd em si são uma manifestação do corpo contra um corpo estranho, mas é também pelas doenças que podemos reconhecer muito do se passa na mente. Embora nem sempre um pensamento se materialize em doença, são raras as vezes em que isso nao acontece. Tentei falar e nao consegui, logo a dor na garganta.
Assim, para digerir aquilo que nao foi dito, o corpo necessita de uma defesa, algo que faça com que aquilo saia do sistema. A melhor forma é provocar a si mesmo uma higienização. Como? Uma suposta inflamação na garganta, para que em seguida o sistema imunológico possa atacar a inflação e expeli-la naturalmente. E acho que foi isso que aconteceu. Coloque
Escrito por V às 18h59
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